terça-feira, 19 de outubro de 2010

Cada cidade, uma sentença

Com o clima de Marabá não dá pra odiar banho de água fria. Mergulho feliz. E ainda mais com tanta gente de alma boa que tenho a sorte de encontrar nessa cidade, onde o trabalho é maior, mas eu nem me importo: mergulho feliz do mesmo jeito.
A ansiedade é que é grande pras mil e uma conexões de voos que precisarei fazer no próximo fds, com direito a almoço com meu irmãozinho na cidade maravilhosa do meu coração + outras cidades e pessoas incríveis - e os meus olhos ficam sorrindo!
Tem tanto por vir e essa sensação é que é o bom da vida. Excitment!

domingo, 17 de outubro de 2010

O bom combate

"Há muita dor nisso de ser jogado numa existência amesquinhada, sem saída e quase animal, mas com a consciência humana para perceber sua condição."
"Uma vida inventada" - Maitê Proença.
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De certa forma, sempre combati essa mesquinhez, essa pequenez cotidiana pela qual muitos se deixam engolir. O mundo sempre me pareceu uma porta entreaberta, com um charmoso letreiro em neon dando boas-vindas, ávido por mostrar que aquele padrão que conhecemos era só um em mil, e que quanto mais o nosso horizonte se amplia com diversos referenciais, mais nos faz desenvolver o racionalismo e o desapego àquilo que muitos não ousam questionar.
Esse espírito livre de modelos convencionais foi o que encontrei no livro da Maitê, que foi uma grata surpresa pelo refinamento na escrita, particularmente ao relatar o nascimento da filha, com tanto pragmatismo e poesia, coisas dificílimas de caminharem juntas. Gostei muito.

domingo, 10 de outubro de 2010

Pedido mutante

Um brand new romance com alguma perspectiva de continuidade? Talvez seja o pedido ao soprar as velhinhas. Ao fundo tocando “não amo ninguém e é só amor que eu respiro”. Ou não. Talvez esteja tocando: "love me two times, i'm gonna away".

Na estrada

Abro os vidros até o fim para sentir a brisa quando passo na ponte sobre o rio que mais parece um mar.

10/10

Deve ser por isso que sempre simpatizei com 11/11, 12/12...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O querer

Clarice resume bem uma das conclusões do clube da Luluzinha que rolou agora à noite, enquanto uma tentava esquecer da coceira das bolhas de catapora:

Ocorreu-lhe que, ao falar com ele, poderia sem querer deixar escapar o que ela era, e o homem então perceberia quanto ela precisava dele, e por isso não a quereria mais, como acontece com as pessoas.
(...)

E arremata lindamente:

Era um labor de infinita cautela, onde um passo mais e o homem jamais a amaria, onde um passo a mais e ela mesma talvez deixasse de amá-lo: ela protegia ambos contra o erro. E às vezes mais parecia proteger ambos contra a verdade.

[A maçã no escuro - Lispector]

domingo, 26 de setembro de 2010

Pequenez

Sempre que me (re)deparo com coisas tão macros é inevitável essa sensação.
É bom estar de volta ao foco evolutivo.