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terça-feira, 14 de setembro de 2010

A vida é isso

O dia começou com um gesto de gratidão, seguiu com um "não" dolorido, mas que logo arrumei, foi em frente com a concretização de planos mirabolantes na contra-mão e a noite caiu com um hálito de champagne, que me deixou leve... e mais planos, e mais sonhos. E mais amigos cogitando a ideia de serem meus travelmates na minha próxima aventura em terras distantes - breve.
Cada dia mais eu me convenço do peso de um rótulo. Cada dia mais eu tenho certeza de que seria menos que poeira cósmica sem os meus amigos, os de longe, os de perto, os que se fazem tão presentes e participativos que mereciam um prêmio, mas acho que já têm. Amor.

sábado, 28 de agosto de 2010

Madurando el healthy selfish

...aunque sea "despacito"!
Que palavra mais bonitinha! Eu me nutro da nossa salada de idiomas, pena não tê-lo mais ao lado pra apertar o botão switch, rs.
Só sei que é tão bonita a alegria dele com os meus progressos que dá vontade de progredir um monte só pra vê-lo se derramar de entusiamo, and i will!

Despacito y siempre! :)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Eu Fabrinco, Tu Fabrincas, Ele Fabrizio

Persiste uma pontinha de lógica no mundo; uma espécie de lei da compensação. Aparentemente pessoas (é que eu suspeito serem anjos ou vindas de outro planeta) que surgem pra que voltemos a ter fé no ser humano.
Fabrizio foi o último exemplo.
O romano mais paraense, ever! Eu vou achando linda a imersão e o encanto pelos nossos sabores, pela vontade de descobrir o mundo (apreciando o meu), dividindo histórias e muitas risadas, esbanjando o talento de se fazer muito querido em tão pouco tempo. E ainda me diz pra pensar só nas coisas que ainda têm que acontecer.
Que a estrada, mãe de todos os caminhos, siga sendo generosa conosco. Amém.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Rio de momentos felizes

Entre conversas, doces, sorrisos 'quase' sinceros e Moleskine!
Do you see why I call him the Big Monkey Man?

Ficando mais velha e continuando fraca pra bebida, rs
Porque esse swiss boy me fez exercitar como nunca minha "open-mindedice". Ah, e ele exercitou passos de samba e forró. Exercitamos nossa tolerância à caipirinha.
E porque eu ouvi: "You're the brazilian more opend-minded that I know. Actually, you are the girl in Brazil more european that I know." Ele ouviu muito: "don't take the things so seriously, guy". Bah, eu também soy contra fronteiras. Yeah, we know how to have fun together! Não sei se sinto mais falta das conversas profundas, sobre os mais variados temas existenciais, ou das horas falando bobagens que invariavelmente terminavam em cócegas, comigo gritando feito louca pra parar, rs. So great special friend. :))

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A insustentável leveza do ser

Ganhei de presente esse livro do meu american brother James Rising, em momento mais do que oportuno, dentro do meu último sábado no Rio de Xaneiro! Impressionante como nossa amizade se solidificou nesses dias. Fico contente demais com isso: mais um cúmplice, rá!

Não tinha como ser diferente: James, além de ótimo conselheiro, é parceirão! ÃO mesmo! Topa tudo: desde pular de asa delta de repente (mesmo quando achava que, quando eu lhe disse: let's fly, era só força de expressão, uma maneira de apressar todo mundo pra ir pra algum lugar, rs) até ouvir meu inglês entre soluços na praia.

Achei a dedicatória tão sweet que não resisto em reproduzi-la:

"For Erica Adriana,
A book about the endless crossroads of life for an incredible woman who has been waltzing between her own crossroads and those of her many guests - as long as I've known her. I hope you enjoy this book as much as I did, and I look forward to meeting you at the next crossing!
Obrigado por tudo!
JRising. 11/10/2008"

Sei que a gente vai se encontrar de novo, sim, my 'very dear'! :)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Brinde de coxinhas

Ully (Áustria), Rafael (meu último amiguinho de infância daqui), James (EUA, meu último guest), Andrea (gente finíssima e da Áustria tb!), Lú (amiga querida que ganhei de presente de outro amigo querido - e até eu tô quase acreditando que ela é da Tailândia) , moi e coxinhas (nham, nham, nham!), em fim de noite, 3a feira passada.

Só porque achei de bom tom estampar uns sorrisinhos por aqui pra amenizar a aparente downzice instaurada nesse blog.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Alda

- Belém é mais bonita à noite, mas deve ser porque eu sou míope, aí as luzes ficam todas assim, brilhantes... parecem estrelas!

- O sol deve estar dentro da gente.

Ela me chama de "minha menina". Tem o astral mais alto que o céu e cápsulas contraditórias. Alma impecável. Ela brilha dentro daqueles olhos, ora verdes, ora azuis.
Eu AMO essa "mulé" - capixaba way of talk.
Minha amiga-mãe-de-Marabá. Linda, linda.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Manus

- Eu nem sei pelo que torcer, mas torço que dê tudo certo, seja lá o que certo for.
Não sei o que seria de mim sem meus desajuizados-generosos-inclassificáveis amigos.
Os de longe, os de perto, os do msn, os de horas no telefone, os dos bares, cinema, festas e happy hours. Todos confidentes e confiáveis. Todos que me conhecem e sabem das minhas reações, dores e doidices e vice-versa. Do que eu sou e do que eu não sou capaz. Aliás, era exatamente sobre capacidade que versava a conversa, e também sobre o que o tempo é capaz de fazer escorrer pelas mãos.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Roda Viva


Des-pedir quando foi o des-interesse que aproximou.
Despir-se da presença: ah, me falta talento. Horas em que prendo a respiração e sigo.

É um exercício dolorido de desapego.

É um dia triste em que casa vazia = mundo inteiro vazio.

Ao menos no meio do vazio tem um vaso com dedicatória no fundo, onde plantaram muito mais que uma carta. No fim, é sempre isso que se deve guardar.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Le vent c'est bon


Momentos assim acontecem pra me lembrar de que a gente precisa de muito pouco pra deixar que o tempo coloque suas compressas.
Sim, voltei a ouvir bossa nova.

Tomou meus ouvidos sem resistência e, após tanto tempo, a beleza cantou mais alto que a tristeza, em plena segunda-feira.
E a terça-feira alegremente amanheceu.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Eu, refletindo


Porque ele é um raro exemplar nesse mundo repleto de gente besta; porque desde a primeira vez que adentrei os cômodos dessa "casa", eu soube que não iria e não queria abandoná-la nunca; porque somos dois librianos lutando contra a esquizofrênica bipolaridade dessa balança chamada "caos"; porque ele some, desce aos abismos do inferno e volta sempre com o cinismo e o sarcasmo in-tac-tos - ou ainda mais afiados; porque me mostra os melhores videos (e danças - e dança!) no youtube; porque sobrevivemos a situações surreais; porque é, definitivamente, a melhor companhia pra ver qualquer filme, com informações variadas sobre tudo, como qualquer nerd que se preze, desde as científicas até aquelas sobre o diretor, o elenco, o período histórico etc.; porque tem talento pra caipirinhas frozen; porque é rock star; porque escreve coisas fantásticas (livros), que são a alma dele impressa; porque tem a sensibilidade necessária pra enxergar sutilezas; porque ainda me dá a chance de ganhar de brinde os amigos dele; porque me faz pensar sobre o tripé surtos de carência x "deixar ir" x descrença em encontrar alguém que ame tanto; porque é uma honra fazer parte do seleto grupo de pessoas que ele diz se ver refletido quando precisa lembrar quem é.

Com quem mais eu poderia me divertir tanto assistindo, em sessões seguidas, Hulck e The Happening (Fim dos Tempos), em grande estréia de novas salas de cinema em Belém do Pará?!?

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Sorte, critérios e humanidade

Tenho um trabalho (the main one) que me humaniza mais a cada dia - além de me permitir pegar estrada de vez em quando. :)

Contraponto: se envolver demais com coisas impossíveis de resolver.
Mas quem disse que a impossibilidade não pode ser, ao menos, amenizada?
Quem disse que não pode haver imperfeição perfeita?

E por falar em humanidade, dia desses eu tava pensando exatamente sobre o que Rafael Galvão escreveu: dos diferentes enfoques sobre o mesmo puro e simples fato, qual seja a morte de um ser humano. Fosse ele quem fosse, velho, criança, padre, astrólogo, faquir, nerd, xamã etc.

Eu, que vira-e-mexe bato o olho numa certidão de óbito que cita como causa mortis: falta de assistência médica. É ler e ouvir dentro de mim "creck".

E, por último, isso me lembra uma conversa com um amigo recente, o qual comentava que também tinha sorte por atrair pra perto de si mais humanistas - pessoas que não se definem ou, se se definem, é como habitantes da terra. E esclarecia: "não que eu tenha algo contra alguém se definir como homem, mulher, índio, negro, brasileiro, alemão, paraibano, muçulmano, judeu, vegetariano, gnóstico, protestante, abençoado, são sabastião da lagoa de rocense, rotariano, intelectual, vagabundo ou que seja. É que definições não só reduzem, como separam. Podem unir, se você se identificar com o rótulo. Se for só um rótulo, pode ser legal... se estiver misturado com o sangue é mais complicado."

Eu assino embaixo.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Sê-guir

Do mesmo jeito que eu brinco de desconstruir palavras, acabo desconstruindo muita coisa que não devia.
(Saco meu caderninho mental de anotações e escrevo: olhar pro retrovisor enquanto se percorre a estrada, além de atravancar o caminho, atrai uma certa bipolaridade, arc!)

.. diz:
Tu pensas demais em assuntos que não são para pensar.
Dri diz:
é, é mesmo. Tens razão
.. diz:
Vai gastar dinheiro que é bem mais superficial.

[Esse conselho devia vir acompanhado de umas notinhas de euro$.]
[Bah, nem preciso dessas coisas pra ser feliz.]
[Dri parece estar offline.]

segunda-feira, 5 de maio de 2008

A weekend in this crazy life

Camila Rezende (Santos-SP), Tony Mukherjee (from India) and me

Quanto mais eu vivo, mais eu constato:

Quem espera sempre se decepciona;
quem nada espera é premiado com surpresa.

[Isso é um bom lembrete pra que eu sempre demande esforços no sentido de me tornar uma pessoa menos ansiosa possível, já que 11 entre 10 mulheres padecem desse mal.]

A recompensa desse fds foi que eu ganhei lindos amigos de infância em 3 dias, cool não?
É como se esse encontro tivesse mesmo que ocorrer em algum lugar do cosmos onde tivesse uma boa caipirinha e os mais inusitados ritmos pra se tentar dançar de qualquer jeito.
E eu nem vou ficar triste por esses 3 "tchau, até um dia" - todos hoje. Vou guardar (além do msn e endereço-para-quem-sabe-futura-visita de cada um) o som das risadas, a alegria contagiante grudada nas nossas faces desavergonhadas, as dancinhas, as fotografias loucas e as vezes em que a comunicação parecia telepática, tamanha afinidade desencavada pela frequência de pensamentos e pelo gosto pelas mesmas músicas, filmes e o carpe diem way of life!
E o microcosmo segue dizzy and happy seu rumo.
[I think there is a helicopter in my mind.]

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Flashes da floresta

Aqueles que acreditam, dizem que é do meu signo a minha dificuldade em escolher.
Quanto às grandes escolhas, nessas eu sou bem determinada (o que não significa disciplinada), mas quanto às pequenas - ordinárias, cotidianas - nessas eu sofro, como por ex., escolher as fotos pra postar aqui. Aí a saída foi fazer milhares de panoramas pra facilitar pro monstro-que-tudo-quer que habita em mim.
Aliás, já repararam que desde que aprendi a fazer isso viciei, né? É uma ótima solução pra esse drama, mas agora vai aqui uma overdose. =P
Então vou salpicar umas palavrinhas pelo meio pra tentar ficar menos over.
Foi mais ou menos assim:
  • Fui muito, mas muito bem recebida pela família da minha queridíssima Bia (obrigada, obrigada, obrigada, Biazita) - depois lembrei que não tirei nenhuma foto com eles, aff, imperdoável;
  • Vi os olhos das pessoas cheios de curiosidade ao perguntar das coisas de Belém, me olhando como se eu fosse uma autêntica representante de uma cidade grande, cheia de mistérios e coisas totalmente desconhecidas pra eles (depois de eu desfazer alguns equívocos sobre a minha nacionalidade);
  • Fui repreendida por tirar fotos das pessoas sem lá muita discrição (ok, Flo, you were right, i'll never do it anymore that way. Next time i'll try to hide my camera, just like you do, despite knowing the pic won't get so good);
  • Ouvi um monte de barulho de bicho diferente e continuei andando sem medo na mata;
  • Provei frutas que não conhecia, até aquelas que falaram ser só pra passarinhos;
  • Brigamos pra não ser extorquidos feito gringos - ok, extorquidos pode ser exagero, mas não gostamos de ver os preços aumentarem pelo simples fato de estarmos falando inglês;
  • Comi (e adorei) pirarucú fresco!
  • Ah, já ia esquecendo, nos deparamos com um "cruzeiro" gay, em Alter-do-Chão, tão inusitado quanto hilário!
  • Lá tomei a caipirinha mais forte da minha vida. Botei trocentas pedras de gelo e continuava forte, impressionante!
  • A dúvida mais cruel do dia era se passava primeiro o repelente e depois o bloqueador, ou vice-versa, tentando adivinhar se um anulava o efeito do outro. Depois era a Bia a achar que repelente austríaco não tem poder pra repelir os bem-nutridos mosquitos amazônicos; na dúvida, passamos o brasileiro velho de guerra, rsrs;
  • Vimos o encontro das águas do rio Amazonas com o rio Tapajós - acho eu;
  • Obviamente, tomei muito banho de rio e até hoje tinham pedacinhos de tronco pelos meus cabelos, assim como areia na cabeça do Flo, rsrs;
  • Passamos por entre vitórias-régias e pedi pra Bia fazer essas fotos abaixo, já que ela é a mestra do modo macro;
  • Tive a impressão de que o hino de Santarém é a música "beber, cair e levantar", que tentei traduzir pro nosso amigo, rsrs;
  • Vimos látex sendo extraído da árvore e vimos tarântula que conseguimos fotografar dentro de seu próprio tronco-lar;
  • Vimos macaco que não conseguimos fotografar e pegadas de onça que arrependi por não ter fotografado;
  • Zvi que tô zcom muito zono zZzagora...zZzzz...

terça-feira, 29 de abril de 2008

The austrian boy in a few years

Any resemblance is a simple coincidence.
(cof, cof)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

The promised post to Ryley

Ryley is a very cool Australian guy who comes to Brazil in June and that´s why is learning Portuguese, because he wants to interact with the people and Brazilian culture as much as he can (no jokes, plz). That´s a nice vision for a 22 years old boy ("Old boy"! Did you see? It´s great!).

So, I've tried to help him with his Portuguese lessons, but I think I failed trying to explain a question he did. First he noted that we, brazilians, use so much "que". Then asked me to translate "that was great" to Portuguese, which I translated as: “Isso foi ótimo”. Immediately he said: “but there is no 'que' in there, Erica! Haha…I know it´s not that simple”.

Of course not! Ry, the “que” gone with the translation wind. So complicated to explain things like that in a simple and direct form, but I'll try to do something for you right now:

que

1 (with subordinate clause, often does not translate) that
2 (consecutive often does not translate) that
3 (comparisons) (v) than that
→ more, less, even pron
1 (thing) which, that, (+ prep) which
2 (person) who, that (supplement) whom, that
3 (interrogative) what?
4 (exclamation) what!

I was thinking here that, in our case, the phrase is a kind of exclamation clause (in spite of we haven't use the 'what'), you know that every rule has its exception. I´m not sure if i am right, but hope it can help you to make it clear in your mind. I´m remembering you saying: “i've learnt a lot of phrases. It's a pity Brazilians don't just speak in phrases! I've been watching some Brazilian documentaries, and I can't understand a single word.”

Be patient, honey. I know you´ll get it. :)

PS.: Unfortunately our difference in time does not contribute to talk more, but my insomnia does.

PS2.: Hey, maybe i could tell you the translation was "que ótimo!". Much more simple, hahaha

PS3.: You have to help me improve my English too. Correct me always, please.

PS4: If someone thinks can help us being clearer, please do it in the comments. :)

sábado, 15 de março de 2008

Inter-ações

- Ouvi sotaque óbvio, outro nem tanto;
- Brindei com sorvete;
- Reparei no meio-fio e suas grades;
- Descobri lira de ferro;
- Soube da existência de trailers de filmes inexistentes;
- Vi "Sobre meus lábios" (Sur mes levres, França, 2001) citando a cidade de Grenoble;
- Achei delicioso "Um lugar na platéia - nem muito longe, nem muito perto" (Fauteils d'Orchestre, França, 2006);
- Ganhei "Big Blue"; dei Chico e Arnaldo;
- Aprendi sobre as constelações - quando as nuvens permitirem, verei se as identifico sozinha;
- Ouvi histórias maravilhosas da mitologia;
- Senti cheiro de grama;
- Ouvi que acertei nos lugares, entre os reais e os imaginários;
- Parece que empatei com a natureza ao também agradar com a trilha sonora;
- Ouvi que quanto mais se conhece, mais se gosta daqui;
- Repeti roteiros, não por falta de originalidade, mas por serem muito originais;
- Notei que a maioria das pessoas que conheci nas últimas semanas estiveram em Paris quase na mesma época que eu (o que não quer dizer absolutamente nada, mas enfim);
- Prometi "Mosqueteiro" para a volta;
- Anotei que preciso ver: Cinema Paradiso e Magnólia;
- Fiz pic-nic com pupunhas;
- Dei lugares e ganhei gargalhadas.

Tirei a poeira do meu melhor sorriso. Poeira cósmica.

terça-feira, 11 de março de 2008

Kindness

: o)

Ganhei "Big Blue" (filme francês) de presente do Francis!

Assim vou começar a acreditar que O SEGREDO é a LEI DA ATRAÇÃO, rs.