sábado, 8 de janeiro de 2011

Oh, Calcutá!

Amar, entre outras coisas, é sofrer junto com o ser amado por suas dores. Isso explica um pouco da minha decisão rumo à opção da não-maternidade. Essa impotência me faz muito mal. Nada altruísta, eu sei, mas a opção contrária geralmente não o é também.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Início de ano + chuva = nostalgia

Estar viva e desperta à efemeridade da vida me dá uma sede dela e daí vem minha dificuldade em me concentrar em uma coisa só.
E ainda o peso dessa nostalgia no peito. O peso das coisas que eu não pude entender e daquelas que me vejo incapaz de perdoar - como se alguém precisasse do meu perdão; presunção demais. Só eu preciso do meu perdão pra seguir mais leve.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

2010

Esse ano tem sido tão generoso comigo que dá até pena de ver acabar.
Tenho uma preferência boba por anos pares, mas vou trabalhar pra que 2011 não fique atrás. Pelos meus cálculos e projetos, não ficará!
A felicidade bateu na minha porta e eu quero é mais!

domingo, 28 de novembro de 2010

Paraíso

É um estado de espírito.
É a emoção de se entregar, de parar de negar e não mais resistir;
É construir uma história muito da sua imperfeita e, ainda assim, saber tirar o melhor de si e do outro;
É olhar dentro dos olhos e descobrir seu lugar - e deixar a emoção fluir;
É querer caminhar junto, independente da estrada.
Paraíso é qualquer lugar com quem me faz voar.
Inferno é a urgência da paixão.

Inteligência é saber administrar.

domingo, 21 de novembro de 2010

Explicável

Quando alguém tem todos os motivos para que a ansiedade se instale, mas esse mesmo principal motivo é o que acalma.
Felicidade é isso: serenidade.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Em trânsito

Ele se foi e eu ainda estou em Amsterdam, com seus cisnes, prostitutas na janela e bicicletas. Daqui a pouco eu parto tb, em direção à capital belga, carregando sozinha a bagagem que tenho até aqui. Lembrar e valorizar tudo que a vida me dá tem sido uma constante por perdê-los num espaço bem curto de tempo. Surpreeender-me com o que me foi oferecido e com o que eu conquistei vale a pena, mesmo que partam em seguida, e sejamos jogados na transitoriedade de novo e de novo. É um exercício constante de desapego isso, uff! E sigo o caminho fabricando mais memórias.


"Tempo, tempo, tempo...e qdo eu tiver saído para fora do seu círculo não serei, nem terás sido... ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos num outro nível de vínculo..."
[Oração ao Tempo - Caetano Veloso, cantada por Djavan]

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Ironia

Constatado: a liberdade os une. Simples assim.
E por mais torto que pareça, esse é um caminho encantado.
Quem disse que o bonito há de ser sempre convencional?