sexta-feira, 13 de junho de 2008

Conclusão

"E sobre Gomperz agora Ernst não tinha dúvidas: filho-da-puta."

- Gonçalo M. Tavares, em Jerusalém -

Insônia pos mortem

Se insônia matasse, ninguém conseguiria fechar os olhos do de cujus, né?

E alguém diria: "morreu insôniando!"

(Aff, essa foi péééssima! Preciso mesmo dormir.)

=P

terça-feira, 10 de junho de 2008

Calendário: burocracia do tempo

Lembrei que li em algum lugar que o calendário é a burocracia do tempo.

Faz muito sentido. Aquilo lá não manda muito, não.
O tempo assume formas muito particulares pra cada um.

Mas sempre gostei muito (muito mesmo) de perder meu olhar por entre aqueles números enigmáticos, tentando adivinhar o que podem me trazer ou pra onde podem me levar.

Burocrata do pensamento?

: o

10/06/2008

"Não esquece de mim aí que eu não esqueço nem um segundo de você aqui."

E eu apaguei todo o post que escrevi. Não esqueci: desisti.

Percebem a diferença?

sábado, 7 de junho de 2008

Couchsurfing

Pra quem tem me cobrado as fotos de BH, deixo aqui o link do meu perfil no CS, onde postei todas pro pessoal que tava no Meeting poder pegar também: www.couchsurfing.com/{DRI}

Ah, em julho devo dar início à minha "carreira" como hostess, hospedando um amigo da Austrália (lembram do Ryley, pra quem até fiz um post em inglês?Pois é, ele vem! Cool!) e outro de Israel, o Gaal, que conheci lá em BH, que talvez venha em agosto. É que acho injusto a via de mão única só de guest, e como na conversa que tive por aqui não encontrei maiores resistências, ótimo!

Se eu fosse tu, me inscrevia também no CS.

Cultural interchange rulezzzz, babe! :D

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Eat, pray, love

"(...) Os sábios iogues dizem que a dor da vida humana é causada pelas palavras, assim como toda a alegria. Nós criamos palavras para definir nossa experiência e essas palavras trazem consigo emoções que nos sacodem como cães em uma coleira.
Nós somos seduzidos por nossos próprios mantras (Eu sou um fracasso... Estou só... Sou um fracasso... Estou só...), e nos transformamos em monumentos a esses mantras.
Passar algum tempo sem falar, portanto, é uma tentativa de se desvencilhar do poder das palavras, de parar de nos asfixiar com as palavras, de nos libertar de nossos mantras sufocantes."

Trecho de Elizabeth Gilbert, em "Comer, rezar, amar", um livro delicioso que acabei de ler, totalmente universal, sobre a difícil arte de assumir a responsabilidade por seu próprio contentamento (achei essa palavra muito mais apropriada que "felicidade", tão desgastada já, coitada).

Muito legal as curiosidades sobre a sociedade balinesa (eu digitei certo, é de Bali sim), como por exemplo: lá só existem 4 nomes com os quais a maioria da população batiza seus filhos, independente de o bebê ser menino ou menina: Wayan, Made, Nyoman e Ketut.
Traduzidos esses nomes significam simplesmente: Primeiro(a), Segundo(a), Terceiro(a) e Quarto(a). Se houver um quinto filho? Recomeça-se o ciclo dos nomes, de modo que ficaria algo assim: "Wayan do Segundo Poder", e assim por diante.
Pra diferenciar, geralmente é agregado alguma informação sobre a atividade profissional ou a forma física da pessoa: "Nyoman que aluga carros", "Made gordo" etc.
Uma coisa que achei bonita de saber foi sobre a cerimônia de bênção, o batizado dos bebês em Bali, que é realizado quando completam 6 meses e marca a primeira vez que tocam o solo na vida. Antes disso, os balineses não deixam seus filhos tocarem o chão porque os recém-nascidos são considerados deuses, tanto que, se morrem antes disso, faz-se uma cerimônia de cremação especial e as cinzas não são depositadas em um cemitério humano, porque aquele ser nunca foi humano: ele foi apenas um deus. Bonito, né?
Tem informações bacanas sobre os lugares pra onde a autora viaja (Itália, Índia e Indonésia), é uma leitura leve, gostosa e é muito bem escrito. Eu adorei.
No final, é como se fossêmos íntimos da Liz (Elizabeth).

Eu, Renata (Salame, a amiga queridíssima que me emprestou o livro dizendo ser a minha cara, rs) Julia (Roberts) e Hillary (Clinton) recomendamos! rsrs
[Esqueçam o preconceito contra bestsellers, bah. =P]

terça-feira, 3 de junho de 2008

Sobre sedução

É inerente à natureza humana, eu sei. Tem a ver com aceitação.
Alguns brincam com esse pretenso poder como um hobby, como para mantê-lo em forma, de maneira deliberadamente consciente.
Não gosto.
A forma instintiva é muito mais espontânea e naturalmente sedutora.
Quando se faz disso um jogo, com ações cuidadosamente pensadas, é tão chaaato.
Então me retiro, delicadamente.

P-left.