quarta-feira, 14 de maio de 2008

Alma levemente dançante

Cheguei assim da última sessão de "Chega de Saudade", onde o cinema era todo meu.
Queria achar - mas nem santo google ajudou a encontrar - o teor do bilhete da personagem de Maria Flor pra postar aqui. Simplesmente lindo. Tem coisas que só são possíveis na e com a juventude.
E Cássia Kiss continua transbordando beleza e talento.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Esquecimento

É preciso criar um espaço para o futuro desconhecido encher a vida com surpresas que ainda estão por vir. Eu sei de tudo isso. Mas agora a madrugada dói tanto que eu esqueço. Esqueço até de não escrever isso assim, na 1a pessoa. Que então sirva, ao menos, de lição:
Eu = 1a pessoa. Entendido?

segunda-feira, 12 de maio de 2008

A emocionante história de um não-encontro

Eram dois que nunca se souberam. Seguiam, por vezes indiferentes, por outras apáticos, com suas respectivas ignorâncias (redundantemente desconhecidas) cotidianas.
Nunca se encontravam porque a estrada era comprida e larga, recheada de muitos outros transeuntes - às vezes, invisíveis -, com suas faces cheias de inexpressão.
E assim seguiu a história do não-encontro, do nunca ser-via.

sábado, 10 de maio de 2008

Creti-nice-s

I - Estilo clássico

.. diz: Olá mais lindona do mundo
Zombie girl diz: ai, como eu adoro essa recepção cretina!

II - Estilo que dá azar de topar com a minha intolerância

.. diz: não vai sair pra namorar hj?
Insone girl diz: essa foi ótima... Agora é a parte que eu respondo: "mas eu não tenho namorado" hahahahah... pathetic! =P

III- Estilo presunçoso que dói (ops, se doer em mim ele gosta)

Dri diz: (...), que saco!
Jacklord diz: Que saco é.... glorious!
Dri diz: glorious?!?
Jacklord diz: É quando uma coisa é extraordinária... é de um colunista que leio.
Dri diz: eu sei o sentido, só não entendi pq usaste nesse contexto
Jacklord diz: Porque eu gosto do teu desabafo do "que saco".
Dri diz: hum... não sabia
Jacklord diz: É engraçado porque imagino dizeres o "que saco".
Dri diz: a tua natureza é muito sádica mesmo, né? rsrs
Jacklord diz: E a tua natureza é de se dar ao meu sadismo, é lindo, não é?
Dri diz: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Dri diz: foi a coisa mais engraçada que já ouvi nos últimos tempos!!
Jacklord diz: Meu esporte favorito: judiar de ti.
Dri diz: pobrecita de mim, aff
Jacklord diz: Não reclames porque gostas.
Dri diz: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...pára, eu vou ter uma síncope se continuares me fazendo rir tanto!
Jacklord diz: Síncope mata?
Dri diz: sinto muito te informar que acho que não
Jacklord diz: Ainda bem... era como jogar futebol sem bola!

IV - Eu, cretina

.. diz: qual a boa?
Dri diz: eu! hahahaahhaha
.. diz: ah, tá! E a excelente então? HUHEuhauhUEHuhauheuha te peguei
Dri diz: Excelente se tira em prova. Mulher é que é boa!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Uma bela imagem

Todos oscilamos como algas na escura corrente do mar da noite.

Sorte, critérios e humanidade

Tenho um trabalho (the main one) que me humaniza mais a cada dia - além de me permitir pegar estrada de vez em quando. :)

Contraponto: se envolver demais com coisas impossíveis de resolver.
Mas quem disse que a impossibilidade não pode ser, ao menos, amenizada?
Quem disse que não pode haver imperfeição perfeita?

E por falar em humanidade, dia desses eu tava pensando exatamente sobre o que Rafael Galvão escreveu: dos diferentes enfoques sobre o mesmo puro e simples fato, qual seja a morte de um ser humano. Fosse ele quem fosse, velho, criança, padre, astrólogo, faquir, nerd, xamã etc.

Eu, que vira-e-mexe bato o olho numa certidão de óbito que cita como causa mortis: falta de assistência médica. É ler e ouvir dentro de mim "creck".

E, por último, isso me lembra uma conversa com um amigo recente, o qual comentava que também tinha sorte por atrair pra perto de si mais humanistas - pessoas que não se definem ou, se se definem, é como habitantes da terra. E esclarecia: "não que eu tenha algo contra alguém se definir como homem, mulher, índio, negro, brasileiro, alemão, paraibano, muçulmano, judeu, vegetariano, gnóstico, protestante, abençoado, são sabastião da lagoa de rocense, rotariano, intelectual, vagabundo ou que seja. É que definições não só reduzem, como separam. Podem unir, se você se identificar com o rótulo. Se for só um rótulo, pode ser legal... se estiver misturado com o sangue é mais complicado."

Eu assino embaixo.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Eu. Você.

Porque só uma pessoa pode me dizer isso:
"O tipo de coisa que não precisa de explicação, legendas ou mapinhas, que dá pra entender de qualquer jeito: eu.vc."

É um entendimento tão absurdo que ultrapassa as nossas capacidades e esgota a compreensão.
É lindo. Um orgulho que me dá a sensação de ser uma pessoa melhor sempre que vejo essa magia ocorrendo na minha frente. Me leva das lágrimas ao riso em milésimos de segundo. Da dor aguda da perda à racional alegria da alma por ter vivido algo tão grandioso, tão maior que eu.
Deve ser assim porque, como já dizia Miguel Esteves Cardoso (MEC), quanto mais fodido o amor, mais lindo ele é.

"Por que é que fodemos o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja pelo menos parcialmente fodido. Tem que haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz. Um amor só um bocado fodido pode ser a coisa mais bonita deste mundo". - MEC

É, parece que nascemos, crescemos, nos apaixonamos e nos estrepamos inúmeras vezes até que a morte nos exaure. No meu caso, as inúmeras vezes não são inúmeras. Aí vem a pergunta: será que é apenas UMA vez pra alguns? Ele fez a mesma pergunta no dia em que eu escrevi o post com esse título - espantoso pq nem sabe da existência disso -, eu disse que esperava que não, senão tava mesmo fodida (esse blog tá ficando muito desbocado), pelo que retrucou: "você não respondeu".
Quem vai responder não sou eu, mas o tempo. Meu amor.
Saudade de falar essas palavrinhas com vontade, cada sílaba.
Ah, ponto fraco... já chega. Trilha da noite:

Porque era ela, porque era eu
(Chico Buarque, of course)
Eu não sabia explicar nós dois
Ela mais eu
Porque eu e ela
Não conhecia poemas
Nem muitas palavras belas
Mas ela foi me levando pela mão
Íamos todos os dois
Assim ao léo
Ríamos, chorávamos sem razão
Hoje lembrando-me dela
Me vendo nos olhos dela
Sei que o que tinha de ser se deu
Porque era ela
Porque era eu.
-
Perfeito. Ponto final.