quinta-feira, 8 de maio de 2008

Soul-ter-isso?

Prós:
  • Desmistificar algumas das coisas que se rotulava como bobagem, em se tratando de autoconhecimento ;
  • Poder programar qualquer coisa de última hora, desde as mais simples, como um cinema depois do trabalho, até as mais loucas e inusitadas, como resolver ir no próximo feriado pro 1st National Meeting CS Brasil :D ;
  • Faz parte do item anterior, mas é tão bom que merece ficar separado: olhar-se no espelho e perguntar: então, babe, o que você quer fazer hoje?
  • Divertir-se esfregando na cara dos amigos comprometidos essa liberdade, fazendo-os dizer: "odeio quem é livre pra fazer o que quer". Pausa. Eu rio, escancaradamente, da minha vantagem e, em seguida, escuto: "odeio mais quem ainda ri disso", hahaha;
  • Conhecer gente nova, de tudo que é canto do globo terrestre - coisa que, quem me conhece, sabe que a-do-ro - sem precisar me preocupar com ciúmes de ninguém;
  • Achar que, qualquer dia, qualquer hora, pode acabar acontecendo uma outra love revolution na minha simple life;
  • Gostar de saber dessa possibilidade, mas achar que se está muito bem, obrigada. :D
Contras (lá vem o contraponto!):
  • Não ter com quem comentar sobre o filme ou sobre o dia de trabalho - pensando nisso agora, acho que acabei de descobrir porque criei esse blog. O esforço é no sentido de torná-lo o menos ridiculamente adolescente possível, rs;
  • Não ter uma costelinha pra morder enquanto cai a chuva - e olha que essa cidade é farta no quesito "noites chuvosas";
  • Estar com uma cor linda deixada pelos raios solares que conseguiram furar o bloqueio do filtro 30 sem ninguém pra elogiar;
  • Não ter quem me acalme no meio da noite com beijinhos e cafuné depois de um pesadelo punk;
  • Achar que, apesar de ser movida por paixões, talvez seja melhor nenhuma love revolution mesmo;
  • Acordar querendo me apaixonar perdidamente, de novo - nada que 1 hora de nado não resolva;
  • O mantra: "sim, eu sou um ser assexuado", rsrs.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

You float like a feather in a beautiful world

- outono, by me -

Porque eu não acho certo que "outono", em inglês, se pareça com "atum" (autumn);
Porque eu trouxe uma folha lindamente vermelha que emoldurei - onde eu vivo não existe outono, portanto, no red leafs;
Porque eu gosto das coisas que, de tão bonitas, são melancólicas - deve ter nascido daí a expressão "bonito que dói", rs;
Porque o trajeto de uma folha caindo é lindo de se acompanhar, e isso eu posso fazer daqui mesmo, muitas vezes parada num sinal cheio de mangueiras;
Porque nessas horas, é como se a folha me olhasse e pudesse falar: eu não mereço que me olhes assim;
Porque nessas horas eu também sinto saudade de ser so fucking special pra alguém, como aquela folha é naqueles segundos pra mim.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Sê-guir

Do mesmo jeito que eu brinco de desconstruir palavras, acabo desconstruindo muita coisa que não devia.
(Saco meu caderninho mental de anotações e escrevo: olhar pro retrovisor enquanto se percorre a estrada, além de atravancar o caminho, atrai uma certa bipolaridade, arc!)

.. diz:
Tu pensas demais em assuntos que não são para pensar.
Dri diz:
é, é mesmo. Tens razão
.. diz:
Vai gastar dinheiro que é bem mais superficial.

[Esse conselho devia vir acompanhado de umas notinhas de euro$.]
[Bah, nem preciso dessas coisas pra ser feliz.]
[Dri parece estar offline.]

segunda-feira, 5 de maio de 2008

uMa alMa aMa Música

Incluindo na lista "the songs I'd like to hear in my ear":

"Que não deveria se chamar amor" - Paulinho Moska

O amor que eu te tenho é um afeto tão novo
Que não deveria se chamar amor
De tão irreconhecível, tão desconhecido
Que não deveria se chamar amor

Poderia se chamar nuvem
Pois muda de formato a cada instante
(...)
Poderia se chamar abismo
Pois é certo que ele não tem fim
(...)
Poderia se chamar primeiro beijo
Porque não lembro mais do meu passado
Poderia se chamar último adeus
Que meu antigo futuro foi abandonado

Poderia se chamar universo
Porque nunca o entenderei por inteiro
(...)
E poderia simplesmente não se chamar
Para não significar nada e dar sentido a tudo.

A weekend in this crazy life

Camila Rezende (Santos-SP), Tony Mukherjee (from India) and me

Quanto mais eu vivo, mais eu constato:

Quem espera sempre se decepciona;
quem nada espera é premiado com surpresa.

[Isso é um bom lembrete pra que eu sempre demande esforços no sentido de me tornar uma pessoa menos ansiosa possível, já que 11 entre 10 mulheres padecem desse mal.]

A recompensa desse fds foi que eu ganhei lindos amigos de infância em 3 dias, cool não?
É como se esse encontro tivesse mesmo que ocorrer em algum lugar do cosmos onde tivesse uma boa caipirinha e os mais inusitados ritmos pra se tentar dançar de qualquer jeito.
E eu nem vou ficar triste por esses 3 "tchau, até um dia" - todos hoje. Vou guardar (além do msn e endereço-para-quem-sabe-futura-visita de cada um) o som das risadas, a alegria contagiante grudada nas nossas faces desavergonhadas, as dancinhas, as fotografias loucas e as vezes em que a comunicação parecia telepática, tamanha afinidade desencavada pela frequência de pensamentos e pelo gosto pelas mesmas músicas, filmes e o carpe diem way of life!
E o microcosmo segue dizzy and happy seu rumo.
[I think there is a helicopter in my mind.]

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Reflexo(e)s about sunglasses - "oculus animi index"

Pra mim, existem essas situações:
  1. Servem pra acreditar que vai fazer um dia lindo;
  2. Servem como bengala pra sua auto-estima, pra sair se sentindo belíssima, poderosa, quase intimidativa, rs;
  3. Paradoxalmente, servem pra se ter a impressão de que, ao colocá-los, fica-se invisível, como se ninguém fosse notar que se está ali, como se, de repente, aquele objeto singelo deixasse de ser uns simples óculos pra se transformar num verdadeiro biombo, onde você fica escondido, só olhando pela fresta. Talvez seja por causa da história atribuída a Da Vinci de serem os olhos as janelas da alma e o espelho do mundo, então é como se você fechasse as janelas pra não deixar transparecer, nem refletir nada - uma espécie de escudo;
  4. Somente são combináveis os itens 1 e 2.
Será que pra todo mundo é assim?

Não-Rio

Almoçando sozinha distraidamente com a tv ligada (só pra quebrar o silêncio), passa a propaganda da nova novela de sei lá qual horário. A trilha: bossa nova. Aquilo me dói. Será que um dia consigo voltar a ouvir essas coisas sem essa melancolia me arranhando, sentindo só a beleza?
Melhor quebrar o silêncio aqui, em frente ao micro - em silêncio.
E, em vez de Rio, rio.