terça-feira, 15 de abril de 2008

Climb the mountain

É bom sim ter uma visão macro. Ajuda a se proteger. Quanto mais subimos, mais as coisas diminuem, inclusive a dor.

(fotos by Ryley)

Pílulas

Dri diz: então, o resto é Vinicius... sempre ele
Nihil diz: blé pra ele, da proxima vez vais conhecer um genio chamado trent reznor
Dri diz: e se eu não achá-lo tão genial assim, eu vou poder dizer?
Nihil diz: no CEM soh nao eh permitido falar mal de Pink Floyd
Dri diz:ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Nihil diz:mas eu te perdôo. vc nao sabia
Dri diz:mas era a minha próxima fala!
Dri diz:eu ia dizer: "por exemplo, eu acho Pink Floyd muuuuito chato com aqueles solos infinitos"
Nihil diz: nao repita isso, nao pra mim
Dri diz: tá, faz de conta que eu não disse: "eu ia dizer"... (já sabes mesmo)

Dri diz:
ah, será que isso aqui vai ser bom:
Blacksfera
Hoje, na Praça do Carmo, projeto Blacksfera com DJs residentes e os convidados Alma Livre Sound System, Proefx e Guamat_pa, além de Max do Vinil e Cineclubismo com o Coletivo Aparelho. A partir das 19h

Dri diz:?
Nihil diz: parece uma merda
Dri diz: adoro opiniões sinceras.. são as únicas que me interessam
Dri diz: fiquei com vontade de tomar um pseudosorvete
Nihil diz:
sorvete cairia bem, mas nao posso
Dri diz:
isso não é um convite, seu besta! hahahahaahah
Nihil diz:
olha a menina esperta usando a espada contra o espadachim...
Nihil diz:
ponto pra ti
Dri diz: woohoo, touché!

-x-x-x-

Nihil diz: então este ausente é porque vc está... Ausente
Nihil diz: estranho...
Nihil diz: hm... acabei de mandar um e-mail pra mim e chegou... estou com medo de ler, não sei o que tenho a dizer pra mim mesmo
Nihil diz: bem, eu já vou
Nihil diz: alguns beijos
Nihil diz: adeus
Dri diz: Cheguei!
Dri diz: (meu atual profile foi inspirado na tua esquizofrenia, heuheuheu)
Dri diz: tá, da próxima manda o e-mail pra mim então que eu não vou ter medo de ler, posso no máximo ir me encolhendo na cadeira
Dri diz: beijo, beijo, beijo

-x-x-x-

Porque eu ri muito revirando meu baú de pérolas-pílulas e sinto saudade desse amigo queridíssimo no meu msn, dessimõestro sem conexão há mais de mês!

Talvez porque eu também sinta falta de pessoas mais visceralmente verdadeiras.

É, eu sinto sim.

[silêncio]

segunda-feira, 14 de abril de 2008

About prejudices and why it´s so 'heart' to be me!

- Só porque hoje eu aprendi a fazer isso daí! Okay, prometo que as próximas serão menos toscas. -

Pensando seriamente em quebrar a sequência de não-acontecimentos de roteiro de novela das seis que não emplacou, falei pra uma amiga sobre o plano: me detonou. Não vejo nada demais. Não entendo porque alguns não me entendem. Adoro a minha versão mais livre das amarras do pensamento alheio. Eu quero? Eu posso? Então eu faço. Sim, eu farei porque hoje vi que eu quero - o problema é que às vezes eu discuto muito com o meu querer, aí ele precisa gritar comigo.

-x- -x- -x-
Depois de ser criticada pela minha vontade, fiquei cá conversando com meus (botões) redondinhos: será que existe alguém totalmente livre de preconceitos?
Acho muito difícil. É uma coisa contra a qual luto muito quando me percebo tendo, mas, infelizmente, a gente até descobre uns novos.
O último que eu descobri foi quando me peguei comentando com uma amiga que homens que namoram mulheres muito mais gordas costumam ser uns abestados/panacas. Daí começamos a citar exemplos que, supostamente, comprovavam nossa "tese".
O elaborador de qualquer que seja a teoria sempre vai conseguir um exemplo que a corrobore, por mais absurdo que seja. Depois pensei que podíamos ter concluído isso pelo fato de termos plantada em nossas mentes, desde pequenininhos, aquela figura padrão de família, onde o homem é o mais alto e o mais forte, ou por considerarmos panaquice o fato do cara ir contra todos os parâmetros de beleza, e então já leva o carimbo na testa com um simples olhar: TUM!
Obviamente que, homem submisso (vulgo leso, panaca, abestado) vai sempre existir, independente de estar acompanhado de uma mulher mais, ou menos "corpulenta" - talvez no primeiro caso se sinta mais intimidado a levar um "coque" respeitável no centro da cabeça se fizer besteira, hahahaha...eu não resisto, eu não resisto.
Os outros que eu assumidamente tenho são contra quem me aborda ixcrevendu num portuguêis ki eu quaze num reconhesso; contra quem pede atenção no msn (acho muito pouco delicado fazer chacoalhar aquele bonequinho); e contra quem usa anel de formatura diariamente, por simplesmente ter a capacidade de imaginar que está sendo cool, ou achando que vai impressionar alguém, o que é ainda pior por subestimar o alvo.
Agora o inverso: coisas que, ao invés de ser um ponto contra, me causam empatia à primeira vista, o que podemos chamar de um "bom pré-conceito" (o avesso do sentido usual da palavra): sentir um perfumezinho agradável; pessoas que abraçam sinceramente; sorriso largo; e All Star - apesar de eu mesma não ter nenhum.
E porque comecei a falar no assunto, cito outros menos óbvios que não são meus, mas que existem voando por aí: cristãos contra ateus [já o inverso acho mais difícil, pois os ateus são pessoas esclarecidas demais pra agir com preconceito contra quem ainda não encontrou a luz, rsrs]; evangélicos contra evangélicos [porque essas igrejas acabaram virando uma espécie de time de futebol com torcedores fanáticos, cada um achando que a sua igreja salva mais que a outra]; mulheres solteiras contra mulheres mães que só falam dos filhos [tente focar a conversa nela, se não funcionar desvie para a liberação da venda de celulares aos cubanos].
Ai, já chega.
Eu podia terminar todos os posts com a frase: 'preciso dormir', porém ficaria repetitivo demais e acho que também tenho um certo preconceito contra pessoas repetitivas, rsrs.

sábado, 12 de abril de 2008

Confissões de adolescente

Manhã de sábado. Vestido florido, oclão escuro na cara, trajeto de somente 2 músicas: Veneza, A Euterpia; Menina bonita, Pedro Luiz e a Parede.
As pessoas riem antes de serem lembradas da volatilidade da vida. Espanto. Segue-se. Outras pessoas queridas. Algumas me são gratas. Eu nem mereço e fico orgulhosa por elas. Muito. Outra me interpreta mal. Quase me chateio. Quase xingo. Não, não perco tempo. Dormir. Preciso. Corpo pede. Desconfio das 3 horas de pseudo-sono em que sonhava que não conseguia dormir. Estou confusa. Dormi ou foi a angústia de ordenar o corpo? Ainda não sei. Só estou certa de que não me tem obedecido. Caio junto com a noite. Calo. Introspecção. Não-perspectiva. Obrig-ação.
Dias que começam com toda essa trilha-e-figurino mereciam um pouquinho mais. Nem que fosse um smszinho bonitinho, inesperado - tá vendo como eu sou simplória?
O celular me olha inerte. Conclusão: ninguém me curte, rsrs.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Zaratrust-me

Porque lembrei que larguei Zaratustra sem terminar, fui bisbilhotar o que havia marcado da metade lida. Esse trecho vale a pena também pelas lindas imagens:

"Solitário, tu segues o caminho que te conduz a ti mesmo! E o teu caminho passa por ti diante de ti e dos teus sete demônios. Serás herege para ti mesmo, serás feiticeiro, adivinho doido, incrédulo, ímpio e malvado.
É mister que queira consumir-te na tua própria chama. Como quererias renovar-te sem primeiro te reduzires a cinzas?
Solitário, tu segues o caminho do criador: queres tirar um deus dos teus sete demônios!"

Esse outro trecho é de um sarcasmo que eu a-do-ro, podia estar numa fala de South Park:

"A vida é uma fonte de alegria, mas, onde quer que a canalha vá beber, todas as fontes estão envenenadas."

A outra metade do livro eu termino depois que conseguir ao menos começar a trabalhar na minha lista adulta de prioridades. Quando será que a criatura aqui vai conseguir ter disciplina em troca de maior liberdade? O problema é que eu só quero o bônus; o ônus é chato demais. Bestinha, não?
Enquanto isso, a minha liberdade segue pobrinha, mas limpinha. E agora preciso desenhar a planta da minha casa pra explicá-la na próxima aula de espanhol, rsrs.
(Tem jeito, Freud?)

É uma dor que não esconde o seu papel

Jaz em minha frente uma (in)correspondência. Traz o teu nome. No mínimo esdrúxulo ver o teu nome completo com o meu endereço logo abaixo. Então a seguradora descobriu que ainda moras aqui. Devem me cobrar mais caro por tão privilegiada informação.
Não, não, você "se mudou".
Mudou e "se mudou" - embora eu não entenda porque às vezes quer me convencer que não, com tentativas fraquinhas e confusamente mal-elaboradas, como quem deixa escapar segredos-matéria-prima de esperança de tudo se ajeitar.
Eu sei, sinceramente, que não fazes por mal.
É a memória impressa na alma.
Lembra daquela t-shirt da feira hype, a da bonequinha típica de banheiro chutando o balde? Pois é, nunca me caiu tão bem.
E a minha mania de pensar e, logo em seguida repensar de outra forma, agravou.
Igualzinho como na música: "Babe, te amo, nem sei se te amo."


- onomatopéia ao fundo: reck, reck -
- imagem ao fundo: pequena chuva de papel picado -

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Torn-ozzz-elo

O elo insubordinado da minha tornozeleira rompeu - de novo.
E, de novo, eu fiquei com aquela sensação de que ela ainda tava ali, se movendo junto comigo. É a mesma sensação de quando se tira os óculos ou qualquer coisa que ficou grudada em você algum tempo.
(Qualquer coisa. Qualquer tempo.)
Tornozeleira tonta, vai voltar pro lugar de onde não devia ter caído, sim.

Quanto tempo deveria ter me ornado pra que eu não sentisse sua ausência?

Ah, a culpa é sempre dos elos.

- essa areinha nos dedos me deixou com mais saudade do mar -